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Lula viaja para o Panamá com abertura de novos mercados e contexto regional na agenda

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) embarca nesta terça-feira (27) para uma viagem ao Panamá, onde participa do Fórum Econômico Internacional da América Latina e Caribe.

Lula vai assinar um acordo de cooperação e facilitação de investimentos, que estabelece regras de proteção de investimentos panamenhos no Brasil, e de brasileiros no Panamá. Esta é a primeira visita do presidente ao país no atual mandato.

Segundo o embaixador Alexandre Ghisleni, diretor do Departamento de Política Econômica, Financeira e de Serviços do Ministério das Relações Exteriores (MRE), o acordo pode facilitar a circulação de capital de investimentos produtivos entre os dois países.

O fórum econômico será na quarta-feira (28). De acordo com o Itamaraty, o Brasil é o convidado de honra no evento. Lula será o segundo a falar, logo após o presidente do Panamá, José Raúl Mulino.

Também estão previstas as participações de Rodrigo Paz, presidente da Bolívia; Daniel Noboa, presidente do Equador; e José Antonio Kast, presidente-eleito do Chile, além da primeira-ministra de Barbados, Mia Mottley, e do primeiro-ministro da Jamaica, Andrew Holness.

A viagem do presidente Lula ao Panamá faz parte da estratégia brasileira de buscar a abertura de novos mercados para produtos brasileiros. Lula também deve ter uma reunião bilateral com o líder panamenho e visita ao Canal do Panamá.

Lula tem defendido o fortalecimento de laços com diferentes países e regiões, principalmente após a escalada de ofensivas políticas e comerciais do presidente dos EUA, Donald Trump, desde o ano passado.

Além do acordo que será assinado, o Brasil tem apostas em relação ao Panamá nos seguintes aspectos:

  • expansão comercial;
  • logística;
  • Mercosul;
  • expansão comercial.

Segundo o governo brasileiro, a relação econômica entre Brasil e Panamá registrou uma expansão histórica no último ano, com o intercâmbio comercial saltando 78% e atingindo a marca de US$ 1,6 bilhão.

? O desempenho foi alavancado sobretudo pelas exportações brasileiras de petróleo e derivados, que dispararam de US$ 300 milhões para US$ 1,6 bilhão.

A secretária de América Latina e Caribe do MRE, embaixadora Gisela Padovan, afirmou que o crescimento acentuado gerou um superávit brasileiro que a diplomacia agora busca equalizar. Padovan sinalizou que o Brasil busca com prioridade o equilíbrio da balança comercial por meio do incentivo às importações de produtos panamenhos.

? Além das trocas comerciais, a parceria se aprofunda no campo dos investimentos. Atualmente, o Panamá detém um estoque de US$ 9,5 bilhões em capital brasileiro, ocupando o posto de sétimo maior destino externo de investimentos do Brasil.

Logística

O Brasil também avalia que o Panamá é um importante “hub logístico”. O Brasil é o 15º maior usuário do Canal do Panamá, por onde passam quase sete milhões de toneladas, por ano, de exportações brasileiras, segundo o Itamaraty.

Segundo Padovan, o Aeroporto de Tocumen também representa um importante centro logístico do país centro-americano, com 20 milhões de passageiros por ano.

?É um hub central para nós, para as conexões com a América Central, com o Caribe, às vezes até com países da América do Sul, como Guiana e Suriname?, disse a secretária.

Mercosul

Outro elemento considerado importante pela diplomacia brasileira para a relação entre o Brasil com o país panamenho, é o fato de o Panamá ser o primeiro país centro-americano a se associar ao Mercosul. Segundo a embaixadora, o movimento reforça o bloco econômico sul-americano.

?Nós vimos com muita alegria o interesse do presidente Mulino, que rapidamente assinou um acordo de associação. E agora estamos por iniciar negociações comerciais com o Brasil e com os países da região?, afirmou.

Fonte G1 Brasília

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