A ex-candida ao Senado, Natasha Slhessarenko (PSB), falou sobre a pressão que recebeu antes de optar pelo recuo de sua candidatura. Segundo a médica, o presidente do PSB, Carlos Siqueira, chegou a receber um telefonema em que o PT nacional pedia que “a menina saísse da jogada”.
“Eu ainda não havia recebido nenhuma ligação, mas o Carlos Siqueira sim, eles pediram que ‘aquela menina saísse da jogada’, eu pelo menos me senti honrada [ironia] ser uma menina… onde já se viu isso?”, contou, em entrevista ao Podcast Tudo&Política, na última terça-feira (9).
Apesar da pressão, Slhessarenko enfatizou que o partido continuou firme por sua candidatura.
“De maneira muito séria e íntegra, digna de um homem como ele, o Carlos pediu que eles cuidassem do partido deles, que do PSB e da minha candidatura, ele quem iria cuidar, além de ter me dado todo o apoio da nacional para seguir na disputa”, disse.
Apesar disso, a desistência de Natasha se sucedeu após um telefonema do ex-governador de São Paulo, Geraldo Alckmin — seu correligionário que compõe a chapa do ex-presidente Lula (PT) como vice, na disputa presidencial.
Na conversa com Alckmin, o pessebista pediu que ela priorizasse um “projeto maior” [a vitória de Lula no pleito deste ano].
Em Mato Grosso, o deputado estadual Max Russi, presidente do PSB no Estado, tentava negociar apoio do governador Mauro Mendes (União) para alavancar o nome da médica na disputa. No entanto, “o jogo virou” após o chefe do Executivo decidir coligar apenas com o PL, partido do presidente Jair Bolsonaro e do senador Wellington Fagundes – que busca sua reeleição.
A desistência da médica foi estratégica para o fortalecimento da chapa de no Estado, que possui o nome de Neri Geller (PP) como candidato ao Senado pela Federação de esquerda Brasil da Esperança, composta pelos partido PT, PV e PCdoB.
Fonte: Isso É Notícia