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Ex-delegado volta a prisão por morte de mãe e filho em Cuiabá

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O ex-delegado da Polícia Civil, Edgar Fróes, de 73 anos, foi preso novamente na noite desta na sexta-feira (29), por duplo homicídio e corrupção ativa. O réu responde por duas condenações, a primeira de 30 anos e 8 meses de reclusão referente aos homicídios da advogada Marluce Maria Alves, de 53 anos, e seu filho Rodolfo Alves Lopes, 24 anos, e segunda, de 4 anos e 8 meses, pela prática de corrupção passiva e estava foragido da Justiça desde 2019.

De acordo com o juiz Geraldo Fernandes Fidelis Neto, Fróes deixou de cumprir por completo os acórdãos previstos na concessão do regime semiaberto ao abandonar o apartamento onde deveria cumprir a condenação. Ao ter o pedido de prisão domiciliar negado, ainda em 2019, foi determinado que o ex-delegado passasse a cumprir os 27 anos, 10 meses e 18 dias que faltam em regime fechado.

Tendo isso em vista, somente nesta sexta, três anos após a decisão, policiais civis da Gerência Estadual de Polinter e Capturas (Gepol) cumpriu o mandado de prisão no apartamento de Fróes, no bairro Goiabeiras, em Cuiabá.

O caso

Em 2004, a advogada e seu filho foram assassinados dentro da própria residência no bairro Sangri-lá, no dia 18 de março de 2004.

Durante as investigações, um agiota identificado como Trajano Souza Filho, contou que a advogada lhe devia R$ 32 mil, resultado de vários empréstimos. Como não estava conseguindo quitar a dívida, Trajano começou a fazer cobranças e a intimidar a advogada.

O filho de Marluce resolveu então ir à delegacia do Porto, onde o delegado Edgard Fróes trabalhava, para registrar uma ocorrência.

O delegado, que era amigo da vítima, propôs um acordo entre o ela e o agiota. Conforme o advogado das vítimas, José Geovaldo da Silva, a advogada, Fróes e Trajano fizeram um contrato por escrito estipulando os valores a serem quitados e as datas dos pagamentos.

No dia do acordo, a mulher pagou ao agiota R$ 6 mil em dinheiro, além de dois cheques no valor de R$ 5 mil cada um. Ficou estabelecido que ela pagaria o restante em prestações de R$ 5 mil. O dinheiro seria entregue ao delegado que repassaria ao agiota.

Nas datas previstas no contrato, a vítima procurou o delegado Edgard Fróes e pagou mais três “prestações” de R$ 5 mil cada uma. Para comprovar que tinha recebido o dinheiro, o delegado emitiu recibos à Marluce. O delegado, porém, não repassou os R$ 15 mil ao agiota. O que sucedeu o assassinato de mãe e filho.

Fonte: Isso É Notícia

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