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Integrantes da área internacional do Palácio do Planalto aguardam o retorno do presidente Lula a Brasília, prevista para esta terça-feira (6), para analisar os próximos passos sobre a situação na Venezuela. Lula está na base militar da Restinga de Marambaia, no Rio de Janeiro, para as festas de fim de ano.
A diplomacia brasileira avalia ser provável que Lula tente contato em alto nível com o presidente norte-americano, Donald Trump, e com Delcy Rodríguez, que está como presidente interina da Venezuela.
No sábado (3), a Secretária-Geral do Ministério das Relações Exteriores, Maria Laura da Rocha, afirmou que o governo do Brasil reconhece a vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, como a líder interina do país.
A posição do Brasil em se oferecer para mediar o diálogo entre Estados Unidos e Venezuela já foi apresentada em conversas entre Lula e Trump e na nota do presidente brasileiro divulgada neste sábado.
Entretanto, interlocutores da área internacional do Palácio do Planalto ressaltam que a prioridade máxima no momento é evitar que a Venezuela ?vire um barril de pólvora? ou tenha um guerra civil.
Na madrugada deste sábado, os Estados Unidos promoveram uma ação militar para capturar e retirar do país Nicolás Maduro. Ele foi levado a uma unidade de detenção em Nova York. A informação foi confirmada pelo presidente norte-americano Donald Trump.
Em coletiva de imprensa, Trump afirmou que os EUA vão governar a Venezuela e controlar a indústria do petróleo no país.
?Nós vamos administrar o país até o momento em que possamos fazer uma transição segura, adequada e criteriosa”, disse o norte-americano.
Posicionamento de Lula
Após a operação, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma reunião ministerial para tratar da situação no país vizinho.
Em seu único pronunciamento oficial sobre o caso, o presidente Lula afirmou que a ação venezuelana é um ataque à soberania do país, e cruzou uma linha inaceitável.
“Os bombardeios em território venezuelano e a captura do seu presidente ultrapassam uma linha inaceitável. Esses atos representam uma afronta gravíssima à soberania da Venezuela e mais um precedente extremamente perigoso para toda a comunidade internacional.”
Nesta segunda-feira (5), o Brasil participou da reunião do Conselho de Segurança da ONU e condenou a intervenção armada dos Estados Unidos na Venezuela.
Segundo o embaixador do Brasil na ONU, Sérgio Danese, não é possível “aceitar o argumento de que os fins justificam os meios”.
Danese afirmou que esse raciocínio “carece de legitimidade e abre a possibilidade de conceder aos mais fortes o direito de definir o que é justo ou injusto, correto ou incorreto, e até mesmo de ignorar as soberanias nacionais, impondo decisões aos mais fracos.”
Fonte G1 Brasília