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Irmãos Brazão abriram portas de Rio das Pedras para Cunha e Picciani

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A Polícia Federal aponta no relatório final das investigações do assassinato de Marielle Franco e Anderson Gomes que os irmãos Chiquinho e Domingos Brazão abriram as portas para Eduardo Cunha, ex-presidente da Câmara dos Deputados, e Jorge Picciani, ex-presidente da Alerj (Assembleia do Rio de Janeiro), nas comunidades que controlavam.

O documento anexa uma denúncia anônima de que aliados dos Brazão estariam invadindo casas, agredindo moradores e mantendo em cárcere privado quem fizesse campanha para candidatos não apoiados pela família. Já Cunha e Picciani, dois dos políticos mais influentes do Rio, entraram em Rio das Pedras com o beneplácito da família.

Uma das denúncias anexadas ao inquérito, de setembro de 2010, relata que sete pessoas ligadas ao então candidato Paulo Souto foram mantidas em cárcere privado por Fininho, o ex-PM e miliciano Marcus Vinicius Reis dos Santos, apontado como o responsável por fornecer a arma usada no assassinato de Marielle.

“Segundo as informações, os milicianos estão alegando que somente o candidato “Brasão” tem direito de promover sua campanha no local e que nenhum outro pode ousar se promover na favela”, transcreve o inquérito.

Uma segunda denúncia, de agosto do mesmo ano, fala em agressões e ameaça de morte a moradores. “Relata que na avenida mencionada, na comunidade Rio das Pedras, podem ser vistos, neste momento, grupo de quatro milicianos, sendo liderados por Vinícius, vulgo ‘Fininho’ (não caracterizado), que estão armados com pistolas, circulando em uma pick up, de cor preta, placa ignorada, e estão ameaçando matar moradores do local. Informa que, os citados estão impedindo que moradores coloquem em suas casas placas de candidatos, alegando que a comunidade só pode apoiar o candidato a deputado estadual ‘Brasão’. Finaliza dizendo que eles estão invadindo as casas, agredindo fisicamente as pessoas e retirando as placas”.

A violência contrasta com as imagens de Domingos Brazão sorrindo ao lado de Eduardo Cunha e Jorge Picciani. Em 2010, os três disputaram pelo MDB – Braão a deputado estadual, Cunha a federal e Picciani a senador.

As fotos reproduzidas no relatório final mostram Brazão ora com um, ora com outro, cumprimentando moradores, entregando panfletos e abraçando crianças em Jacarepaguá.

Cunha e Picciani foram dos políticos fluminenses mais influentes. O primeiro foi presidente da Câmara e iniciou o processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Já Picciani presidiu a Alerj cinco vezes.

Procurada, a família de Jorge Picciani preferiu não se manifestar. O blog não conseguiu contato com a assessoria de Eduardo Cunha. A defesa dos irmãos Brazão negam as acusações.

Fonte G1 Brasília

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