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Lula anuncia medidas de socorro ao RS

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou nesta quinta-feira (9) mais medidas de socorro ao Rio Grande do Sul. Dentre elas, a abertura de linhas de crédito para famílias, empresas e pequenos agricultores do estado.

Lula fez o anúncio acompanhado do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Luis Roberto Barroso, pelo presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e de ministros do governo.

O Rio Grande do Sul enfrenta as consequências de temporais e enchentes que mataram 107 pessoas até o momento, alagaram cidades, destruíram casas, pontos e trechos de rodovias. Mais de 1,4 milhão de pessoas foram afetadas pelas enxurradas.

Em uma rede social, o governador Eduardo Leite informou que “cálculos iniciais” de técnicos estaduais indicam que serão necessários, pelo menos, R$ 19 bilhões para reconstruir o RS.

“O efeito das enchentes e a extensão da tragédia são devastadores”, publicou Leite.

Lula foi duas vezes ao estado desde o começo da catástrofe e dedicou maior parte da agenda nos últimos dias para discutir medidas emergenciais e de reconstrução do estado, que tem mais de dois terços dos municípios afetados pelos temporais.

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O presidente enviou e o Congresso aprovou um decreto que reconheceu o estado de calamidade no Rio Grande do Sul. A medida permite que o governo federal destine dinheiro ao estado fora das metais fiscais.

O governo federal também trabalha em uma série de atos para auxiliar no atendimento às vítimas e à reconstrução da infraestrutura do estado. A estimativa é de que serão necessários R$ 1,2 bilhão somente para reparar ou refazer estradas.

Como ainda chove e há áreas alagadas em Porto Alegre e região metropolitana e no sul do Estado, os ministérios, o governo estadual e as prefeituras não têm condições de finalizar os cálculos dos prejuízos.

O governador Eduardo Leite (PSDB) solicitou a suspensão do pagamento da dívida do estado estadual com a União, que é de cerca de R$ 90 bilhões.

Leite defendeu a medida para garantir recursos que serão utilizados na recuperação do estado.

O pagamento das parcelas mensais da dívida ficou suspenso durante cinco anos, durante vigência de uma liminar do Supremo Tribunal Federal (STF), mas foi retomado em 2022 após a assinatura do Regime de Recuperação Fiscal com a União.

Fonte G1 Brasília

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