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Marta Suplicy se encontra com Boulos e PT põe em prática operação para diminuir resistência a ex-petista

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Marta Suplicy almoçará com Guilherme Boulos (PSOL) neste sábado após uma semana movimentada na política paulistana. O almoço sela o anúncio de que Marta será vice de Boulos na disputa pela prefeitura de São Paulo mesmo sob desconfiança de parte da militância do Partido dos Trabalhadores (PT).

O PT colocou em prática uma operação que tem como objetivo diminuir a resistência à volta de Marta ao partido, tanto entre a militância como entre alguns dirigentes, principalmente de São Paulo.

A operação, costurada com diferentes lideranças do partido, consiste na publicação de manifestações nas redes sociais ou declarações públicas de apoio à volta de Marta ao PT, sigla que ela ajudou a fundar e da qual fez parte até 2015, quando mudou para o MDB (antigo PMDB). Hoje, Marta está sem partido.

Outra parte da operação consiste em sinalizar para importantes quadros do PT de São Paulo, em especial aqueles que têm ambição de disputar cargos nas próximas eleições, que Marta não vai furar a fila. Isso porque, sendo uma figura política com projeção e com voto, o ingresso dela no partido poderia significar que passaria na frente de nomes que almejam, por exemplo, a disputa para o Senado ou para o Governo do Estado.

Toda essa articulação, sacramentada pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), consiste na decisão do partido de não lançar candidato cabeça-de-chapa e apoiar Boulos, que no ano passado apoiou Fernando Haddad (PT), agora ministro da Fazenda.

A resistência à volta de Marta dentro da militância do PT é vista por alguns como algo residual, porém existente. Marta votou a favor do impeachment de Dilma Rousseff e a favor da reforma da Previdência. Ela se aproximou muito dos tucanos quando entrou no governo de Bruno Covas.

Além disso, ela se tornou uma espécie de adversária de Dilma, mesmo enquanto ainda estava no PT. Marta chegou a articular o apoio ao lançamento do nome de Lula como candidato em 2014, inviabilizando a candidatura à reeleição de Dilma, isso porque ela avaliava que o governo de Dilma não havia funcionado. O movimento causou uma inimizade grande entre ela e a ex-presidente.

Parte da militância tem má vontade com Marta por causa desse histórico recente, do posicionamento para com Dilma.

No entanto, Marta tem uma ótima relação com Lula, sempre teve, mesmo enquanto o petista estava preso. Ela escrevia ao presidente.

Do outro lado, Lula tem uma preocupação grande com São Paulo e sabe que a eleição municipal é importante para a eleição nacional em 2026. A avaliação é de que Marta pode colaborar trazendo um eleitor diferente daquele que vota em Boulos, que hoje é forte entre os formadores de opinião, mas não tem votos robustos na periferia.

Fonte G1 Brasília

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