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O que se sabe e o que falta esclarecer sobre morte do presidente do Irã em queda de helicóptero

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O presidente do Irã, Ebrahim Raisi, morreu neste domingo (19) após seu helicóptero cair devido a condições climáticas adversas, segundo o ministério das Relações Exteriores do país. A imprensa estatal informou que ninguém que estava a bordo sobreviveu.

Veja a seguir o que se sabe o que ainda falta saber sobre o incidente:

Quando e onde o helicóptero caiu?

O incidente com o helicóptero ocorreu por volta das 13h (no horário local, 6h de Brasília) de domingo (19). Ebrahim Raisi e outras autoridades voltavam da inauguração de uma barragem em uma região do país que faz fronteira com o Azerbaijão.

De acordo com a imprensa oficial iraniana, o incidente aconteceu na província iraniana de Azerbaijão Oriental, em uma área de floresta chamada Dizmar, entre as aldeias de Uzi e Pir Davoor.

O local fica em uma região montanhosa e de difícil acesso, a cerca de 500 km de Teerã, a capital iraniana. Por conta disso, as equipes de resgate demoraram horas para chegar ao local do acidente.

O Departamento de Estado dos EUA informou nesta segunda que o Irã pediu ajuda ao país para localizar o helicóptero que levava o presidente iraniano. No entanto, os EUA não puderam fornecer ajuda, principalmente por razões logísticas.

Quem estava a bordo?

Além do presidente do Irã, Ebrahim Raisi, também estavam a bordo do helicóptero:

  • o ministro das Relações Exteriores, Hossein Amirabdollahian;
  • o governador da província iraniana do Azerbaijão Oriental, Malek Rahmati;
  • o líder religioso Hojjatoleslam Al Hashem.

Além dessas quatro autoridades e outra não nomeada, três membros da tripulação também morreram no acidente, totalizando oito vítimas, segundo a Associated Press.

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Por que o helicóptero caiu?

A TV estatal iraniana informou que o helicóptero sofreu um acidente em razão das más condições meteorológicas no local e que outros dois helicópteros que estavam no comboio pousaram em segurança.

A imprensa local atribuiu a queda a uma “falha técnica”. A aeronave é um Bell 212, helicóptero bimotor que fez o primeiro voo no final da década de 1960 e não é mais fabricado. O acidente expõe a fragilidade da aviação iraniana em meio a décadas de embargo pelos Estados Unidos.

Na madrugada de segunda (20), no horário local, a agência de notícias estatal da Turquia Anadolu informou que um drone do país encontrou uma fonte de calor que, mais tarde, foi confirmado que se tratavam dos destroços do helicóptero. (Veja no vídeo abaixo)

Imagens divulgadas pela IRNA mostraram que o local do acidente é uma encosta íngreme em uma cadeia de montanhas a 20 quilômetros da fronteira com o Azerbaijão.

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Como foram feitas as buscas?

Segundo o governo, ao menos 40 equipes participaram da tentativa de resgate, e as Forças Armadas ? inclusive a Guarda Revolucionária do Irã, a elite militar iraniana ? participaram das buscas.

A neblina, as chuvas e ventos fortes dificultaram a condução de buscas aéreas — elas foram realizadas por equipes que chegaram com veículos terrestres até uma parte do trajeto e seguiram a pé até o local do acidente.

As buscas continuaram durante a madrugada e duraram mais de 12 horas. Apenas no início da manhã de segunda (madrugada no Brasil), os resgatistas chegaram ao local do acidente e confirmaram as mortes.

Alguns países enviaram recursos para ajudar. A Turquia mandou drones e a Rússia anunciou, no domingo (19), o envio de duas aeronaves avançadas e 50 socorristas profissionais.

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Haverá uma investigação sobre o acidente?

Segundo a agência Reuters, como se tratava de um voo estatal doméstico, o acidente não se enquadra automaticamente nas regras globais para investigações de acidentes aéreos.

Analistas do Oriente Médio e de segurança da aviação dizem que há pouca chance de o Irã buscar ajuda externa para um assunto tão politicamente sensível em seu próprio território.

“Duvido que haverá uma investigação de qualquer tipo”, disse o analista Paul Hayes, observando a sensibilidade do assunto.

O que acontece após a morte do presidente do Irã?

O então primeiro-vice-presidente, Mohammad Mokhber, assumiu como presidente do país nesta segunda-feira (20) e vai comandar o Irã de forma interina até a realização de novas eleições, que vão ocorrer em 28 de junho.

Mokhber foi nomeado pelo líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, que é a figura política mais poderosa do país.

Em pronunciamento oficial, Khamenei disse que “a nação iraniana não deve se preocupar” e que “não haverá interrupção nas operações do país”.

Ebrahim Raisi era o segundo homem mais importante na hierarquia do Irã e favorito para suceder Khamenei. A morte do presidente deve desencadear uma briga para ver quem será o sucessor do líder supremo.

Fonte G1 Brasília

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