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Peru pode deixar de sediar reunião da OEA porque Congresso proíbe banheiro de gênero neutro

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O governo peruano afirmou nesta sexta-feira que o país corre o risco de não ser capaz de organizar a Assembleia-Geral da Organização dos Estados Americanos (OEA) deste ano por causa de uma decisão do Congresso contra banheiros de gênero neutro no evento.

O Congresso do Peru, controlado por partidos conservadores em questões sociais, rejeitou na quinta-feira (14) o pedido do governo para sediar a assembleia do órgão regional em outubro devido à exigência de que ela ofereça banheiros de gênero neutro durante o evento.

No Twitter, o parlamentar Ernesto Bustamante, chefe do Comitê de Relações Exteriores do Congresso, disse que a OEA havia ?tentado introduzir ideologia de gênero? na lei peruana.

O Peru, um país profundamente católico, está entre as nações latino-americanas mais conservadores em questões sociais, com anos de brigas internas entre parlamentares e ativistas sobre se o Estado deveria reconhecer identidades múltiplas de gêneros ou apenas o sexo biológico.

Escritórios governamentais normalmente não possuem banheiros de gênero neutro.


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A OEA não respondeu ao pedido por comentário em um primeiro momento. O tema deste ano para a Assembleia-Geral é ?Juntos contra a desigualdade e a discriminação?.

O ministro das Relações Exteriores, César Landra, disse no Twitter que a decisão do Congresso ?afeta gravemente a imagem internacional do Peru? e pediu que ele reconsidere sua posição.

Veja abaixo uma reportagem de 2017 sobre um banheiro de gênero neutro em uma universidade de São Paulo.


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Fonte G1 Brasília

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