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Oposição se reunirá com base de Emanuel para reprovar contas

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Os vereadores Dilemário Alencar e Maysa Leão.

Mesmo no recesso legislativo de fim ano, que se iniciou nesta sexta-feira (22), os vereadores de oposição ao prefeito Emanuel Pinheiro (MDB) afirmam que continuarão os trabalhos, desta vez, na realização de uma força-tarefa para convencer os parlamentares que compõem a base “Pinheirista” na Câmara de Cuiabá a seguirem a orientação do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT) e votarem pela rejeição das contas de Emanuel referentes ao exercício de 2022.

Sabendo que Pinheiro trabalhará incansavelmente para conseguir os 17 votos necessários para não ter suas contas reprovadas, os parlamentares de oposição temem que o recesso possa “esfriar” os ânimos no Legislativo. Isso porque os trabalhos do Legislativo cuiabano só retornarão daqui um mês, no dia 22 de janeiro.

Crítico ácido da gestão Emanuel, Dilemário Alencar (Pode) deve usar a estratégia de mobilizar os eleitores, para que eles possam convencer os vereadores aliados de Emanuel a votarem contra a aprovação das contas. Com isso, o vereador espera que os colegas pensem bem antes de votar e cedam à pressão, aprovando o parecer do TCE.

“Ele [Emanuel Pinheiro] deve fazer uma força-tarefa da base porque ele precisa de 17 votos. Mas a oposição vai fazer um trabalho de convencimento, de mobilização junto à população, para ficar de olho nessa situação”, destacou.

“Espero que os vereadores coloquem a mão na consciência. Mas, enquanto o prefeito faz a operação ‘abafa’, para que os vereadores ‘limpem a barra’ dele [sic.], eu vou mobilizar a sociedade para que fiquem atentos sobre o placar dessas contas”, completou Dilemário.

O parecer técnico pela reprovação das contas de 2022 da Prefeitura de Cuiabá foi emitido no início deste mês pela Corte Estadual de Contas, algo inédito na história da cidade. No entanto, a palavra final é dos vereadores da capital, que deverão decidir se aprovam ou reprovam o balancete.

Em seu relatório, o conselheiro Antonio Joaquim, do Tribunal de Contas do Estado, apontou um rombo de R$ 1,2 bilhão nos cofres da Prefeitura de Cuiabá, pontuando ainda a existência de um déficit de execução orçamentária na ordem de R$ 191 milhões e uma indisponibilidade financeira global de R$ 306 milhões, e por fontes, no total de R$ 375 milhões.

O parecer da Corte de Contas é enviado ao Parlamento municipal, que fará a votação no plenário. Em suma, apesar do relatório do Tribunal ser embasado em levantamentos e estudos técnicos, a votação, no final, acaba sendo política.

Integrante da oposição ao gestor do Alencastro, a vereadora Maysa Leão (Republicanos) acredita que, se as contas fossem votadas nesta semana, elas seriam rejeitadas por maioria absoluta de votos. Porém, com o “resfriamento” da situação pelo recesso legislativo, Emanuel terá tempo para dialogar com sua base na Casa Parlamentar.

Contudo, Maysa deixou claro que a oposição também fará o mesmo, destacando que a oposição já conseguiu 9 dos 17 votos suficientes para reprovar as contas de Emanuel Pinheiro.

“Isso me deixa ‘de orelha em pé’. Eu fico receosa, mas digo a população que se fosse votado hoje, [os vereadores] iriam acompanhar o parecer do TCE pela reprovação. É injustificável ignorar o parecer do TCE”, disse.

“Eu, o vereador [Sargento] Joelson, Demilson [Nogueira], Michelly [Alencar], Dilemário, Luiz Fernando, Felipe Correa e Eduardo Magalhães dissemos que votaremos contra. Nós temos um vereador considerado base, mas que se diz independente e já declarou publicamente que vota contra. Então já temos 9 votos”, pontuou.

Fonte: Isso É Notícia

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