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Pamonha de jiló e cuscuz pantaneiro: criatividade na culinária é ingrediente para atrair turistas ao 5º Festival da Pamonha 

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Nas primeiras horas deste sábado (20), a diretora especial de turismo da Secretaria de Turismo de Cuiabá, Roseli Nonato, caminhava apressada para lá e para cá, entre as mesas do 5º Festival da Pamonha de Cuiabá, realizado na comunidade Rios dos Peixes às margens da Rodovia Emanuel Pinheiro. “Pessoal, vamos aumentar a quantidade de pamonha de jiló na mesa, está saindo bastante”, afirmou ela aos comerciantes que preparavam suas barracas no local disponibilizado especialmente para abrigar todos os tipos de derivados do milho, entre eles a pamonha de jiló.

O quitute nasceu da junção da aclamada pamonha com o polêmico jiló, fruto de personalidade forte, que nem sempre agrada a todos. Mesmo assim, a pamonha de jiló passou a ser notada por turistas durante o festival que começou nesta sexta-feira (19) e vai até a noite deste domingo (21). Para Roseli, a criatividade nasce diante da concorrência cada vez maior a cada nova edição do festival e da vontade de atrair mais e mais turistas. 

“A pamonha de jiló é o diferencial deste ano, as pessoas passaram a conhecer a pamonha desse sabor no festival do ano passado e agora estão voltando para experimentar novamente”, afirmou Roseli Nonato. 

De fabricação à embalagem da pamonha, em todas as etapas, o Festival da Pamonha do Rio dos Peixes é completamente artesanal. Os preços estão mantidos no mesmo valor do ano passado e os comerciantes pedem que a população procure o festival sem pressa, com a calma necessária para experimentar todas as novidades. 

“A Comunidade Rio dos Peixes abrange 35 comércios e a grande maioria são pamonheiros, comerciantes que vendem derivados do milho”, explicou Roseli Nonato. “A população é sempre acolhedora e participa muito e os turistas também gostam do evento, conhecem a região, e sabem que no festival mobiliza toda a comunidade”, afirmou.

Cuscuz pantaneiro: um negócio de família

O que também chamou a atenção dos turistas foi o cuscuz pantaneiro, novidade nesta 5º edição do festival. Ele é vendido na barraca da Pamonharia Maria Reis, que é tocada pela filha da proprietária homônima, a pamonheira Maria Lúcia da Silva. Ela explica com orgulho que o trabalho de produção do cuscuz pantaneiro é feito em família por mais de 9 pessoas. 

Maria Lúcia descobriu o cuscuz pantaneiro com uma colega de trabalho e depois disso teve a ideia de apresentar no festival. O cuscuz leva carne seca, requeijão, queijo mussarela e banana. 

“Minha mãe tem a barraca, ela fica em casa fazendo os produtos, e nós filhos e netos viemos comercializar”, diz Maria Lúcia. “O festival traz um movimento muito grande para a nossa comunidade, é um período que a gente tem para desenvolver e mostrar o melhor, e o melhor que nós temos hoje são os desrivados do milho”, completa a comerciante. 

Esta comida saborosa, que no Brasil está incluída na cultura nordestina, ganhou uma versão regionalizada para a Baixada Cuiabana, com ingredientes tipicamente pantaneiros, como é o caso da banana e da carne seca. Maria Lúcia vende o cuscuz pantaneiro por apenas R$ 20,00 em uma porção que pode servir até duas pessoas. 

Veja a programação completa:

2º dia de Festival – 20/04 (sábado)

Horário: 8h às 18h

FEIRA GASTRONÔMICA com diversos produtos derivados do milho

Obs: O comércio local também estará aberto

APRESENTAÇÃO CULTURAL

Horário: 18h às 20h

SHOW DA DUPLA ANSELMO & RAFAEL

3º dia de festival / encerramento – 21/04 (domingo)

Horário: 8h às 18h

FEIRA GASTRONÔMICA com diversos produtos derivados do milho

Obs: O comércio local também estará aberto

APRESENTAÇÃO CULTURAL

Horário: 18h às 20h

SHOW COM ROBERTO LUCIALDO

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