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PL que declara religiões de matriz africana e afro-brasileiras como patrimônio cultural é aprovado

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O Projeto de Lei (PL) que declara as religiões de matriz africana e afro-brasileiras como patrimônio cultural e imaterial do Estado de Mato Grosso foi aprovado, em primeira votação, na sessão desta quarta-feira (04), na Assembleia Legislativa. O projeto teve aprovação da maioria dos deputados e segue para segunda votação.

O PL também teve parecer favorável da Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia, Cultura e Desporto e como justificativa “conceder o legítimo reconhecimento as religiões de matriz africana e afro-brasileiras que influenciaram fortemente o Estado”, segundo o autor do projeto, deputado Alan Kardec (PSB).

Na tribuna, o parlamentar enfatizou a relevância da Casa de Leis em valorizar os povos tradicionais, onde em Mato Grosso, no século passado, já existia mão de obra dos povos originários da África, afro-brasileiros, povos de religiões primitivas de matriz africana.

O parlamentar citou em sua fala que a ancestralidade está vinculada a partir desses povos que vivem aqui até hoje, nos quilombos, aquilombados, aqui na Capital e em todas as cidades de Mato Grosso.

“Eles estão presentes nos 141 municípios desse estado. Por isso viva os povos de quilombo, viva o povo negro, viva os povos de religiões de matriz africana e agradeço aqui a presença de Pedro Reis, Jorge Baranjack, babalorijás de Cuiabá, Joyce Lombardi, Pai Marcelo de Xangô, do município de Campo Verde, Marildes de Várzea Grande, mãe Nilce de Cuiabá, Ekedi Isaura e todos que militam na causa”, declarou.

A justificativa do projeto lembrou a religiosidade dessas pessoas, que veio a influenciar a cultura e a tradição do Estado.

“Em Cuiabá, a Igreja do Rosário e São Benedito sofreu enorme influência da cultura negra. É importante destacar que o próprio São Benedito sobrepõe o padroeiro da cidade, o Bom Jesus de Cuiabá. A Igreja Nossa Senhora do Rosário foi construída pelos escravos no século 18. Chamados de ‘Irmandade de Nossa Senhora do Rosário dos Pretos de Cuiabá’, a construção tem no interior um material da época, chamado de taipa de pilão. A santa era padroeira dos escravos e a maior parte dos primeiros frequentadores da igreja eram os negros que estavam à margem da sociedade. Anexada à igreja está a capela em homenagem a São Benedito”, finalizou.

Fonte: Isso É Notícia

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